quarta-feira, 30 de novembro de 2016



Dança Circular. Pesquisa e prática de danças
circulares tradicionais brasileiras

Danza circular. Investigación y práctica de danzas circulares tradicionales brasileñas




Caroline de Miranda Borges

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Histórico

"Considerada a mais antiga das artes, a dança é uma manifestação espontânea do ser humano, podendo ser expressa individual ou coletivamente.

Aparentada aos gestos mais elementares da vida, a dança primitiva logo forjou seus ritmos e seus ritos. Dançar era, ao mesmo tempo, viver, transcender o cotidiano, iniciar-se nos mistérios da vida, da morte e da fertilidade. A dança com o passar dos anos, enriqueceu-se de fórmulas, de construções que se tornaram passos tão numerosos quanto às palavras, encadeando-se traduzindo situações, estados de alma. Utilizando as palavras, depois as batidas de mãos e de pés como acompanhamento, a dança apoderou-se, em seguida, da música. (Larousse, 1995)

Em 1867 Jean-Baptiste Carpeaux (1827-1875) pintor e escultor Frances disponibilizou um modelo original em gesso denominado “A Dança” (Figura 1) onde evidencia mulheres em movimento circular retratando de forma singular a dança circular e suas vertentes. Obra exposta no Museu d’Orsay em Paris – França.



Figura 1. A Dança de Jean-Baptiste Carpeaux

Uma pintura de 1910 (Figura 2) de autoria do francês Henri Matisse exposta no Museu do Hermitage em São Petersburgo – Rússia descreve a dança como um grupo de pessoas brincando em roda. Nesse quadro o autor cria uma sensação rítmica através da sucessão de nus dançantes que transmite os sentimentos de libertação emocional e hedonismo.



Figura 2. A Dança de Henri Matisse

A dança e outras atividades que envolvem movimento corporal muitas vezes são ignoradas no contexto da cura e das terapias que visam o bem-estar, mas elas são membros poderosos desse grupo e tem sólidas ligações com corpo, mente, emoções e espírito.

A dança é mais natural para os que possuem uma estrutura corporal forte e esguia e propensão à boa coordenação, mas como terapia, a dança e o movimento estão disponíveis e são úteis para todos sem distinção. Quando o tato e a sinestesia estão envolvidos, ela se torna muito útil para pessoas cujos movimentos e coordenação foram prejudicados devido a danos no sistema nervoso. Além disso, a dança e o movimento são úteis ao desenvolvimento do equilíbrio e coordenação, da autoconfiança e da consciência do corpo. Quando realizada até seus limites máximos, a dança como arte proporciona ao dançarino e aos que participam dela uma experiência espiritual sublime. (Peter Albright, 1973).

A dança circular sagrada ou dança de roda, é uma prática que reúne vários tipos de danças tradicionais folclóricas de diferentes locais do globo. O pesquisador Bernhard Wosien (1908-1986) (Figura 3) foi um bailarino e coreógrafo alemão que teve o interesse em viajar o mundo para conhecer as diversas manifestações de danças tradicionais. Já por volta de seus sessenta anos de idade, Wosien em visita ao vilarejo de Findhom na Escócia, foi convidado a apresentar uma coletânea das danças que havia aprendido durante a sua empreitada. Foi nesse momento que, ao ensinar a dança, compreendeu que já havia encontrado o que buscava: uma dança capaz de expressar verdadeiramente os seus sentimentos. Essa dança, então, foi denominada de dança circular sagrada.



Figura 3. Bernhard Wosien

O termo “sagrado”, utilizado como adjetivo tem a função de expressar os seus objetivos: capacidade de fazer emergir o respeito ao próximo, o carinho por si e pelo outro e a melhora da autoestima, já que é realizada em grupo. Quando englobada pelo universo místico-religioso, as danças circulares centram-se no conceito de “energia”, já que se acredita que a roda, formada pelas mãos dadas dos praticantes, seja capaz de fazer circular uma energia boa, podendo até ser curativa.

No Brasil, a prática e o estudo das danças circulares sagradas chegaram de forma técnica e documental na década de 1980, por meio do primeiro instrutor brasileiro Carlos Solano aluno da Fundação Findhorn e aluno de Anna Barton, outro ícone dessa categoria de dança.

Anna Barton em um dos seus registros descreve a sua história pessoal sobre seu encontro com Bernhard Wosien e a sua entrega ao trabalho de pesquisa com os grupos de estudo de dança circular.


“... A Dança reúne, cura, inclui, unifica, ensina, emociona, transcende. É uma parte essencial da Nova Era. Sua influência pode se expandir e ajudar a transformar o mundo.” (Barton, 2006)

Segundo pesquisas as funções e benefícios da dança circular são:


Trazer leveza, a alegria, a beleza, a serenidade e bem-estar.


Proporcionar o trabalho em grupo, sem a perda da individualidade


Mostrar a diferença entre as pessoas


Desenvolver o apoio mútuo, a integração, a comunhão e a cooperação


Proporcionar autoconhecimento e autocura


Harmonizar o grupo antes e depois de praticar suas tarefas cotidianas


Trazer musicalidade e ritmo para a vida diária


Equilibrar o corpo físico, mental, emocional e espiritual


Ampliar a percepção, a concentração e a atenção


Encorajar as pessoas a ocuparem o seu lugar e o seu espaço


Trazer flexibilidade e autoconfiança para a vida


Ajudar a combater o estresse e a depressão

Segundo Rudolf Laban as formas e ritmos de nossos movimentos são poderes através dos quais podem ser realizadas as ações práticas; no entanto, contêm também fortes doses de energia geradora e dão lugar a reações de consequências, ou benéficas ou desastrosas. O homem demonstra, por intermédio de seus movimentos e ações, o desejo de atingir certos fins e objetivos. Podemos referir-nos a estes últimos como sendo valores, tanto de natureza material quanto espiritual. (Domínio do Movimento, 1978)"

Fonte: http://www.efdeportes.com/efd184/dancas-circulares-tradicionais-brasileiras.htm















sábado, 3 de setembro de 2016

Danças Circulares Sagradas

Danças Circulares



Danças Circulares, ou Danças dos Povos. Estes são os nomes que definem um trabalho ímpar, desenvolvido no Brasil desde 1984 e que vem se espalhando com muita força em todos os estados e segmentos deste grande país.

Origem

O movimento intitulado Danças Circulares Sagradas nasceu com o coreógrafo alemão/polonês Bernhard Wosien quando, em 1976, visitou a Comunidade de Findhorn, no norte da Escócia e pôde ensinar, pela primeira vez, uma coletânea de Danças Folclóricas para os residentes.

De Findhorn até os dias atuais é notável a expansão das Danças Circulares, que no início da década de 90, chegaram ao Brasil e se espalharam formando rodas em parques, escolas, universidades, hospitais, órgãos públicos, ongs, instituições e empresas dos mais variados segmentos.

É importante lembrar que em todas as tribos e em todas as épocas a Dança Sagrada fez parte dos rituais de suas comunidades. O círculo, símbolo universal, tendo como centro muitas vezes o fogo ou objetos sagrados como talismãs e flores, representava o espaço da comunidade para celebrar rituais de passagem como nascimento, casamento, morte e outros momentos importantes da vida humana.

A Dança Circular Sagrada não é, portanto, uma invenção dos tempos modernos. Pelo contrário, é apenas o resgate de uma prática ancestral muito antiga e profunda, vestida para os tempos atuais.


Passo a Passo

A dinâmica das Danças Circulares Sagradas é simples. Ensina-se o passo, treina-se em roda, depois dança-se a música e aos poucos as pessoas começam a internalizar os movimentos, liberar a mente, o coração, o corpo e o espírito.

As danças podem ser simples e de fácil aprendizado, não tendo necessidade de experiência anterior para participar desses círculos. Ou podem ser danças mais sofisticadas, para quem já dança há mais tempo. As músicas escolhidas são de todos os países e as danças podem ser tradicionais, regionais, folclóricas ou contemporâneas.

Experimentar as músicas, os gestos, os ritmos e os passos dos diversos povos, apoiando e sendo apoiado pela roda, faz com que os dançantes entrem quase que imediatamente em um campo novo de aprendizagem, inspirador e desafiador, conectando as pessoas de forma harmoniosa. É também um convite para conhecer, através do ritmo, melodia e movimentos, a expressão de outra cultura, com seus gestos, posturas e história. Naturalmente, o simples ato de dançar junto aproxima fronteiras, estimulando os integrantes da roda a respeitar, aceitar e honrar as diversidades.

Propósito

O principal enfoque na Dança Circular Sagrada não é a técnica e sim o sentimento de união de grupo, o espírito comunitário que se instala a partir do momento em que todos, de mãos dadas, apoiam e auxiliam os companheiros. Assim, ela é indicada para pessoas de qualquer idade, raça ou profissão, auxiliando o indivíduo a tomar consciência de seu corpo físico, acalmar seu emocional, trabalhar sua concentração e memória e, principalmente, entrar em contato com uma linguagem simbólica, que embora acessível a qualquer um, não é utilizada no dia a dia.


Fonte:http://www.dancacircular.com.br/oque.asp



"Nas Danças Circulares o que importa é que o grupo vivencie as danças, sejam estas meditativas, folclóricas e/ou contemporâneas, respeitando a forma como cada um coloca seu corpo em movimento e em diálogo com a presença das outras pessoas, buscando uma experiência de integração, em que emerge uma prática coletiva na qual as individualidades também têm seu espaço e seu papel. Algumas pessoas encontram nas Danças Circulares mais do que a possibilidade de aprender sobre uma arte, sobre outras culturas ou apenas para movimentar o corpo, pois podem conquistar igualmente uma experiência de autoconhecimento, de libertação, de solidariedade e, para alguns, até mesmo de outras expressões de amizade, de amor, de espiritualidade, todas essas expressões complexas e indizíveis de sociabilidade humana.""

por Andrea Paula dos Santos





terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Reiki







Reiki é uma técnica japonesa para redução do estresse e relaxamento que promove a cura. É transmitido através da "imposição de mãos" e baseia-se na ideia de que uma "energia vital" invisível flui através de nós e é o que nos faz estarmos vivos. Se o nível de "energia vital" está baixo, ficamos mais propensos às doenças ou mais estressados. Se estiver alta, somos mais capazes de nos sentirmos felizes e saudáveis.

Para entender o que é Reiki, devemos entender o significado de seu nome. A palavra Reiki é composta de duas palavras japonesas: Rei – " sabedoria divina ou o poder superior " – e Ki – " energia vital ". Acredita-se então que Reiki é a energia vital espiritualmente guiada.

Em um tratamento, o paciente sente como se um maravilhoso fluxo de energia positiva passasse através e ao redor de seu corpo. O Reiki trata a pessoa como um todo, incluindo corpo, emoção, mente e espírito, criando muitos efeitos benéficos que incluem relaxamento, um profundo sentimento de paz, segurança e bem-estar. Muitos relataram sobre seus resultados milagrosos.

Reiki é um método simples, natural e seguro de cura espiritual e melhora que todos podem usar. Tem se mostrado eficaz na cura de, praticamente, todas as doenças conhecidas e cria efeito benéfico. Pode ser usado também em conjunto com todos os outros tratamentos médicos ou terapêuticos para aliviar efeitos colaterais e promover recuperação mais rápida. Não há nenhuma contraindicação.

Uma técnica extremamente simples de aprender, a capacidade de usar o Reiki não é ensinado no sentido usual, mas transferida para o aluno durante sua iniciação no curso de Reiki. Essa habilidade é passada por um mestre Reiki e permite ao aluno explorar um suprimento ilimitado de "energia vital" para melhorar sua saúde e qualidade de vida.


Seu uso não dependente de sua capacidade intelectual ou seu desenvolvimento espiritual e, portanto, está disponível para todos. O Reiki tem sido ensinado e transmitido, com muito sucesso, para milhares de pessoas, de todas as idades e origens.

Reiki é um poderoso sistema de cura natural que transfere energia vital, harmônica e essencial do Universo a todo ser vivente.

Acredita-se que tenha origem no Tibet, há milhares de anos. Reiki é a “força da vida”, a força que nos mantém vivos. Quando a energia Reiki não flui, nossos corpos físicos cessam de existir. As civilizações e as culturas, na sua era e costume, têm nomes próprios para esta energia: o prana, o mana, o chi e o espírito, Ka, Pneuma, Nefesh, Luz, dentre outros, são alguns exemplos. A energia Reiki ajuda a curar todas as criaturas vivas nos níveis físico, mental, emocional e espiritual. O mestre de Reiki e o Reikiano são canais para esta energia. Quando uma pessoa é iniciada ela se transforma num canal da energia Reiki, que entrará pelo seu Chakra Coronario, passando pelo Chakra Cardíaco e fluirá pelas mãos. Ele manterá esta habilidade por toda a vida. A energia de Reiki é inteligente e precisa. O Reiki funciona independente da sua opinião, ele é uma força da vida que vem de sua fonte não importa como a chamamos.


Apesar de o Reiki ser de natureza espiritual, não é uma religião . Não tem nenhum dogma e não há nada em que se deva acreditar a fim de receber, aprender ou usar Reiki. Na verdade, Reiki não é dependente de crença e vai fluir da mesma forma, crendo em sua força ou não.

Como o Reiki vem do Universo, muitas pessoas acham que seu uso os coloca em contato com a experiência de sua religião ao invés de ter apenas um conceito intelectual dela, mas esta é só uma forma de olhar esta energia e entender o que é o Reiki.

O Reiki é de natureza espiritual, mas não religiosa, ele não tem nem ensina nenhum dogma e seus praticantes não precisam acreditar em nada para aprender a usá-lo ou recebê-lo. Em fato, Reiki não depende de crença, fé ou religiosidade para fazer efeito.


Nos primórdios estes símbolos eram comunicados oralmente e eram mantidos em segredo pelos iniciados. Por várias razões houveram mudanças em alguns deles e, assim, variações podem ser encontradas.

Cho Ku Rei

é o nome do símbolo Usui de aumento do poder. O nome do símbolo do poder significa: “Ponha todo o poder no universo aqui.”

yantra

Cho-Ku-Rei

mantra

Cho-Ku-Rei
Cho-Ku-Rei
Cho-Ku-Rei

mudra

Desenhar o yantra com os dedos unidos pela polpa digital e à mão livre no espaço e o tocar com as mãos em forma de concha por três vezes à entoação do mantra e o aplicar com as mãos em concha

Sei He Ki

é o nome do símbolo Usui mental/ emocional/ proteção/ purificação.

yantra

Sei-He-Ki

mantra

Sei-He-Ki
Sei-He-Ki
Sei-He-Ki

mudra

Desenhar o yantra com os dedos unidos pela polpa digital e à mão livre no espaço e o tocar com as mãos em forma de concha por três vezes à entoação do mantra e o aplicar com as mãos em concha

Hon Sha Ze Sho Nen

é o nome do símbolo que elimina a distância física ou temporal.

yantra

Hon-Sha-Ze-Sho-Nen

mantra

Hon Sha Ze Sho Nen
- Hon Sha Ze Sho Nen
- Hon Sha Ze Sho Nen

mudra

Desenhar o yantra com os dedos unidos pela polpa digital e à mão livre no espaço e o tocar com as mãos em forma de concha por três vezes à entoação do mantra e o aplicar com as mãos em concha

Dai Koo Myo

é o nome do símbolo Usui de mestre. Este símbolo possui muitas traduções, porém na "Enciclopédia da Filosofia e Religião Oriental" é traduzido como: "casa do tesouro da intensa luz resplandecente".

yantra

Dai-Koo-Myo

mantra

Dai Koo Myo
- Dai Koo Myo
- Dai Koo Myo

mudra

Desenhar o yantra com os dedos unidos pela polpa digital e à mão livre no espaço e o tocar com as mãos em forma de concha por três vezes à entoação do mantra e o aplicar com as mãos em concha

Dai Ko Myo

é o nome do símbolo tibetano de mestre.

yantra

Dai-Ko-Myo

mantra

Dai Ko Myo
- Dai Ko Myo
- Dai Ko Myo

mudra

Desenhar o yantra com os dedos unidos pela polpa digital e à mão livre no espaço e o tocar com as mãos em forma de concha por três vezes à entoação do mantra e o aplicar com as mãos em concha




















DAI KOO MYO
Pode ser usado como potencializador em qualquer espécie de trabalho de cura ou transformação, pode ser utilizado em qualquer lugar, a qualquer hora, mesmo quando es­tivermos dirigindo. O Reiki começará a fluir em nossas mãos, independente do que estiver­mos fazendo com elas. Não devemos esquecer que o mantra deve ser falado ou pensado sempre três vezes.